Espuma Tijolo

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2017, vídeoinstalação em 2 telas, 7'11'', loop, dimensões variáveis

Trechos do vídeo

 

Entre um material que sustenta paredes e outro que parece “resolver” rapidamente vazios, a obra acende uma pergunta sobre casa e vida: O que, afinal, nos protege, e o que nos isola? Em Espuma tijolo, videoinstalação em duas telas, Ruchita coloca em atrito dois modos de construir abrigo: o tijolo, promessa de duração, e a espuma, matéria que cresce, invade frestas, molda-se ao acaso e logo perde o ar de permanência.

 A casa aparece como extensão do corpo, um lugar onde se aprende a caber, a organizar medos, a fechar portas, a selecionar o que entra e o que fica do lado de fora. A obra trata das prisões que fabricamos para nós mesmos, às vezes duras e evidentes, às vezes suaves, maleáveis, com aparência de conforto. 

 A espuma sugere essa captura delicada, pois ocupa espaço, produz uma camada que amortece o mundo e, ao mesmo tempo, nos afasta dele. Já o tijolo traz a face estável do mesmo gesto: limites, contornos, fronteiras.

 Foi a partir do livro Metamorfoses, de Emanuele Coccia, particularmente no capítulo “Todos em casa”, que a artista pensou a ideia de que “a casa é o arquétipo da fronteira, não apenas porque ela inclui os primeiros muros que construímos, utilizamos, habitamos, mas porque é através dela que compartilhamos a humanidade entre o próximo, o íntimo, o inseparável e o resto”. Com Coccia, aprendemos que a casa e o corpo entram no mesmo circuito: viver envolve misturar-se ao que nos atravessa, como o ar, a poeira, a umidade, a linguagem, o cuidado. 

Still do vídeo

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Registro de exposição

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